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| 5/12/2006 | |
A China aparece em primeiro lugar, seguida de Índia e Rússia. Os cinco países (Bric-M) são considerados os principais emergentes, com potencial para impulsionar a economia mundial nas próximas décadas e ultrapassar o G-6 (Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália) até 2050. O levantamento foi realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC). O estudo é composto por 24 variáveis distribuídas em três subgrupos: custo e disponibilidade de capital, custo fiscal e institucional, além de custo operacional. Dados do levantamento avaliam que dos 24 indicadores, o Brasil possui dez ruins, nove intermediários e cinco em nível superior, mesmo desempenho do México. Já a China, primeira colocada no estudo, apresenta 13 indicadores bons, cinco intermediários e cinco ruins - um dos indicadores não pôde ser avaliado nos casos chinês e indiano. No caso do funcionamento da Justiça, que registrou melhora, o desempenho do Brasil não foi aprimorado por mérito próprio, mas porque a situação na Índia se agravou. Já no caso das leis trabalhistas, indicador que mede a dificuldade dos empresários para contratar e demitir funcionários, o País registrou melhora frente aos concorrentes diretos e também em relação ao restante do mundo. Ainda ocupa, contudo, a 103ª posição no ranking global, que avalia 175 economias. "O País tem o desafio de reduzir a carga tributária. Hoje, o peso dos impostos é um ônus que leva muitas empresas à informalidade. Mas o estudo também aponta avanços, como a redução no risco soberano", diz José Fernando Mattos, diretor-presidente do MBC e presidente do comitê estratégico Competitividade Brasil da Amcham. Mattos ressalta, contudo, que mesmo melhorando, o desempenho brasileiro é negativo porque os outros países aprimoram seus indicadores. |
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| Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO | |
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