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O governo federal enfrentará em breve novas
pressões para reduzir tributos e liberar recursos que atualmente são
recolhidos compulsoriamente ao Banco Central (BC) pelas instituições
financeiras, em mais uma tentativa de reduzir custos e aumentar o
volume de dinheiro em circulação, fundamental para a retomada do
ritmo de crescimento do País.
Dois dos cinco relatórios que
estão sendo preparados pelas comissões especiais da Câmara dos
Deputados com propostas para atenuar os efeitos da crise financeira
internacional sobre a economia propõem a eliminação da alíquota fixa
do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e alterações dos
chamados depósitos compulsórios, mecanismo que obriga os bancos a
recolherem ao BC parte dos recursos captados por meio de depósitos
para equilibrar o volume de dinheiro disponível para as
instituições.
Um dos relatórios, assinado pelo deputado e
ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), será votado nesta
semana pelos integrantes da comissão que trata dos efeitos da crise
sobre o sistema financeiro e o mercado de capitais
brasileiro.
No documento, o ex-ministro defende a eliminação
da alíquota fixa de 0,38% do IOF, que passou a vigorar no início do
ano passado como forma de compensar, ao menos em parte, o buraco no
caixa deixado pelo fim da cobrança da CPMF, o imposto do
cheque.
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