|
O ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge,
disse nesta segunda (30/11) que o governo não prorrogará os
estímulos concedidos para o setor de bens de capital (máquinas
e equipamentos) e que não estuda a redução do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) para outros setores, além
daqueles já beneficiados. As declarações foram feitas após
participação do ministro no 8º Congresso Brasileiro da
Construção (Construbusiness), realizado na sede da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Nas últimas
semanas, o governo anunciou a prorrogação das alíquotas
reduzidas do IPI para eletrodomésticos da linha branca com
maiores índices de eficiência energética, carros flex, caminhões
novos e materiais de construção. Também incluiu na lista móveis
de madeira, aço, plástico e ratan (vime e junco).
Em sua palestra
o ministro falou a respeito do programa de habitação Minha
Casa, Minha Vida e de outros projetos que devem elevar os
investimentos no setor de construção civil, como a Copa de
2014 e a Olimpíada de 2016.
No evento o
ministro criticou a burocracia para a aprovação e execução
de obras e disse que o governo está estudando medidas para
minimizar esses problemas. Ele não especificou que medidas
seriam essas. O congresso na Fiesp prossegue nesta tarde com
discussões sobre os desafios para financiamento da habitação;
infraestrutura urbana, e aprimoramento de projetos de construção
civil. Além de Miguel Jorge, participaram do evento na manhã
de hoje o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e o presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles.
|